
Aprovação do Veoza pela Anvisa: o que o primeiro tratamento não hormonal para menopausa sinaliza para o mercado de suplementação
Resumo: em junho de 2026, a Anvisa aprovou o Veoza (fezolinetanto), primeiro medicamento oral não hormonal para os sintomas vasomotores da menopausa. A aprovação confirma uma tendência que o consumo já vinha mostrando. Os suplementos para menopausa são, hoje, um dos mercados que mais crescem no Brasil. Ainda assim, poucas marcas ocupam esse espaço com profundidade científica real.
O que mudou: a aprovação do Veoza

Em 22 de junho de 2026, a Anvisa aprovou o fezolinetanto (Veoza®), da Astellas Farma. É o primeiro tratamento oral não hormonal voltado especificamente às ondas de calor e aos suores noturnos da menopausa, segundo o anúncio oficial da Astellas Farma.
A reposição hormonal reequilibra estrogênio e progesterona. Já o Veoza age direto nos neurônios do hipotálamo que disparam esses sintomas. Na prática, é como se ele mexesse no termostato do corpo, em vez de repor o hormônio que normalmente o regularia, explica o Portal WeMEDS.
No Brasil, o tema é ainda mais urgente. Os sintomas vasomotores moderados a intensos afetam 36,2% das mulheres entre 40 e 65 anos, bem acima da média global de 15,6%. Além disso, quase 70% delas os classificam como intensos. Um levantamento da própria Astellas Farma mostra ainda que 8 em cada 10 mulheres nessa fase relatam sentimentos negativos por causa da menopausa. Dois terços delas, inclusive, sentem que o tema não é levado a sério.
Esse último dado, aliás, talvez seja o mais revelador de todos: o problema nunca foi a falta de mulheres sofrendo. Foi a falta de opções.
Menopausa: um território que ainda está sendo mapeado
A menopausa marca o fim da vida reprodutiva feminina, geralmente entre os 45 e 55 anos. Antes dela, porém, vem o climatério, o processo de transição hormonal que pode se estender por anos.
À medida que os níveis de estrogênio, progesterona e testosterona declinam, o corpo perde parte da proteção que esses hormônios ofereciam. Isso afeta múltiplos sistemas: controle térmico, densidade óssea, massa muscular, saúde cardiovascular, sono, humor e cognição. Pesquisadores já catalogaram, aliás, mais de 40 sintomas possíveis associados a essa transição, segundo reportagem do The Conversation.
Na prática, isso se traduz em sintomas variados, muitos deles pouco associados à menopausa pelo público em geral. Entre os mais comuns estão:
- Em alguns casos, até ataques de pânico
- Incontinência urinária
- Queda da libido
- Mudanças de humor e “névoas mentais”
- Fogachos (ondas de calor) e suor noturno
- Dificuldade para dormir
- Enjoos e queda de cabelo
- Palpitações e tensão muscular
Por que isso importa para o mercado de suplementos

A chegada de um medicamento com evidência robusta de fase 3 não é só uma notícia médica, é um termômetro de mercado. Ela confirma, com o peso de um registro regulatório, algo que o consumo já vinha sinalizando havia anos: a saúde da mulher madura deixou de ser nicho.
Os números do consumo feminino de suplementos, de forma geral, já mostravam essa curva antes do Veoza. Um levantamento da Soldiers Insights aponta que a compra de suplementos pelo público feminino cresceu quase 25% entre 2024 e 2025 no Brasil, ritmo bem acima do crescimento total do setor. A creatina, aliás, lidera o ranking de compras entre as mulheres, categoria historicamente associada ao público masculino. Há também forte presença em vitaminas e minerais, colágeno e ômega 3.
Na economia da menopausa especificamente, as projeções são ainda mais expressivas. Uma pesquisa da NoPausa, noticiada pela Viva, estima que esse território já movimenta cerca de US$ 384 milhões por ano só no Brasil. O país, aliás, é projetado para liderar a América Latina até 2030, gerando receita anual de US$ 527,1 milhões. Globalmente, segundo o Meio & Mensagem, o mercado da menopausa deve atingir US$ 60 bilhões até 2026. O segmento de terapias não hormonais, por sua vez, está entre os que mais crescem, acompanhando o movimento de mulheres que preferem, ou precisam, evitar hormônios exógenos.
Marcas como Essity (linha Issviva), Vichy (campanha “Menopausa Sem Tabu”) e empresas nacionais como a Yosen já entenderam esse sinal. Todas lançaram linhas dedicadas ao climatério, como mapeou o Meio & Mensagem. Ainda assim, o mercado está longe de maduro, e é aqui que mora a oportunidade.
Os principais suplementos para essa fase
Um retrato do que a pesquisa mais recente, reunida pela Stanford Lifestyle Medicine, aponta como prioridades nutricionais para mulheres 40+:
- Magnésio: evidência mais consistente para ansiedade, especialmente em quem já tem níveis baixos, além de suporte à densidade óssea, aponta o The Conversation.
- Creatina: mulheres têm reservas naturalmente 70% a 80% menores que homens, e essa diferença se acentua com a idade. Estudos recentes associam a suplementação (3 a 5g/dia) a ganhos de função muscular, densidade óssea e até estabilidade de humor. Porém, o efeito ósseo e muscular só aparece quando combinada a exercício de resistência.
- Proteína: a maioria das mulheres consome menos proteína do que o necessário. Com a idade, a resistência anabólica torna a ingestão adequada, na faixa de 80 a 100g diários, ainda mais relevante para preservar massa magra.
- Vitamina D3 + Cálcio: atuam juntos na manutenção óssea e muscular. Isso é especialmente relevante porque o estrogênio regula parte do metabolismo da vitamina D, e sua queda na perimenopausa reduz essa eficiência.
– Ômega-3: suporte anti-inflamatório e cognitivo, compensando parte da proteção que o estrogênio deixa de oferecer. Ainda assim, é um campo com poucos estudos focados especificamente em mulheres.
O denominador comum: nenhum desses suplementos é milagre isolado. Eles funcionam como parte de uma estratégia mais ampla, treino de força, nutrição adequada e, quando necessário, acompanhamento médico. Não são substitutos dela.
Como a Pronutrition pode ajudar a sua marca
Esse é o momento em que ciência, timing de mercado e ambição de marca se encontram e é exatamente aí que entramos.
A Pronutrition existe para ser a força técnica por trás de marcas que querem ocupar esse espaço com seriedade. Do conceito ao produto final, cuidamos de formulação, sensorial, regulatório e produção, com um time que domina as exigências da Anvisa e a ciência por trás de cada ativo.
Se a sua marca quer desenvolver uma linha de suplementos para menopausa, seja com foco em sintomas vasomotores, saúde óssea, humor ou performance, temos a estrutura para isso. Transformamos essa oportunidade de mercado em um produto real, diferenciado e sustentado por dados, não só por promessa. Assim como o Veoza redefiniu o que “tratamento para menopausa” significa no universo farmacêutico, acreditamos em algo parecido para os suplementos: a próxima década desse mercado também precisa ser construída com esse mesmo rigor.
Quer conversar sobre como desenvolver essa linha para a sua marca? Fale com o nosso time.
Perguntas frequentes
O Veoza substitui os suplementos para menopausa? Não. O Veoza é um medicamento de prescrição para sintomas vasomotores específicos (ondas de calor e suores noturnos), aprovado com evidência de fase 3. Suplementos atuam em outras frentes — saúde óssea, muscular, sono, humor e não competem diretamente com o medicamento; podem, inclusive, ser complementares.
Por que o mercado de suplementos para menopausa está crescendo tanto? Porque dois movimentos aconteceram juntos. Primeiro, o consumo feminino de suplementos já vinha em alta, quase 25% de crescimento entre 2024 e 2025 no Brasil, segundo a Soldiers Insights. Depois, a aprovação regulatória do Veoza deu visibilidade científica e midiática ao tema da menopausa, validando a demanda que o mercado já sentia.
Quais suplementos têm mais evidência científica para essa fase? Segundo a Stanford Lifestyle Medicine, os que reúnem mais evidência são creatina (combinada a treino de força), proteína, vitamina D3, cálcio, ômega-3 e magnésio. Cada um atua em mecanismos distintos: muscular, ósseo, inflamatório e de humor.
Ainda há espaço para novas marcas nesse mercado? Sim. Apesar do crescimento acelerado, poucas marcas tratam a menopausa com profundidade científica real, a maioria ainda oferece fórmulas genéricas de “bem-estar feminino”. Isso cria espaço para marcas que formularem com rigor e comunicarem isso com clareza.
Como desenvolver uma linha de suplementos para mulheres 40+? O processo envolve formulação com ativos de evidência sólida, adequação regulatória junto à Anvisa, desenvolvimento sensorial e produção certificada. A Pronutrition atua como parceira técnica nessas etapas, do conceito ao produto final.





















