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Às vezes, tomamos decisões que podem parecer estranhas aos olhos de muita gente. Talvez um dia você decida, por exemplo, deixar de comer carne. Pode ser que essa mudança tenha surgido por necessidade (no caso de pessoas com algum tipo de alergia), novas visões de vida, uma mudança de atitude ou simplesmente por você não gostar de comer proteína animal.

Ao escolher por esse tipo de alimentação, você entra no rol dos 14% de brasileiros que se declaram vegetarianos ou veganos, segundo dados da Associação Vegetariana Brasileira.

Mas a decisão de deixar de comer carne, demanda um processo de adaptação. Primeiro de tudo, é preciso entender todas as nuances que existem dentro do vegetarianismo e que um acompanhamento médico talvez se faça necessário. O seguinte quadro explica as diferentes variações do vegetarianismo.

 

Ao adotar o veganismo, vou ser menos saudável?

Com a ideia definida de não consumir mais carne, você observa o quadro e se identifica com o veganismo. É a opção que vai de encontro aos seus princípios e pensamentos, porém, é a mais difícil de todas: afinal, tudo que for de origem animal não poderá ser consumido. De acordo com a The Vegan Society, uma organização que existe desde 1944, há pontos importantes que devem ser levados em consideração para começar – e manter – uma dieta estritamente à base de vegetais.

A preocupação com a saúde deve ser uma das prioridades se você decidir seguir pelo veganismo. Segundo informações do Laboratório Oswaldo Cruz, com esse tipo de alimentação pode haver a falta (ou serem poucos absorvidos) de algumas substâncias essenciais. Nesse cenário estão, evidentemente, as proteínas animais, o ômega-3 e os ácidos graxos, ferro, zinco, cálcio e vitaminas D e B12.

No caso da vitamina B12 – grande questão quando se trata do veganismo – está ligada a formação de neurônios e é encontrada em carnes, peixes e manteiga. Para contornar essa situação é necessário um acompanhamento nutricional e a ingestão de proteínas sintéticas. A importância da ingestão dos nutrientes necessários deve ser levada muito a sério por quem é adepto desse tipo de dieta. De acordo com um estudo da revista científica EFD, a não ingestão dos nutrientes necessários podem ocasionar:

Falta de proteínas

Pode ser um problema potencial por conta de questões de digestibilidade. Na prática, a digestibilidade das proteínas vegetais em sua forma natural é menor do que a das proteínas animais.

Deficiência de Vitamina B12

Pode levar a transtornos hematológicos, neurológicos e cardiovasculares, principalmente, por interferir no metabolismo da homocisteína e nas reações de metilação do organismo.

Deficiência de minerais

Os minerais atuam na formação dos ossos e dos dentes, na constituição dos glóbulos vermelhos e na regulação das células. Sua falta pode provocar doenças, como o bócio, a cárie dentária e a anemia. Minerais como o potássio, o ferro, o cálcio, o sódio e etc, são encontrados abundantemente em vegetais de folhas verdes.

Contudo, o estudo da EFD aponta também, que mesmo com essas questões, a dieta vegana pode proporcionar muitos benefícios à saúde humana, desde que bem orientada. Isso porque em uma dieta vegana há o consumo de muitas frutas e vegetais, principais contribuintes de fitoquímicos, e de fibras que auxiliam na diminuição do risco de doenças.

Além disso, tirar a proteína animal melhora o equilíbrio do peso corporal, a pressão sanguínea, reduz as doenças cardíacas, diminui as desordens do trato gastrointestinal e reduz o surgimento de cânceres. Abaixo, algumas doenças que são evitadas com a adoção da dieta vegana.

Obesidade

Estudos populacionais demonstram Índice de Massa Corporal (IMC) menor dos vegetarianos em comparação com onívoros. Isso não significa que a dieta vegetariana traga ajuste de peso e emagrecimento, mas pode indicar uma maior preocupação dessa população com a saúde, que escolheria melhor os alimentos e melhoraria o estilo de vida.

Doença cardiovascular

Pesquisas mostram que vegetarianos e veganos apresentam taxas menores de homocisteína e de colesterol, triglicerídeos totais e de colesterol LDL quando comparados com indivíduos onívoros, tendências clínicas que favorecem a prevenção de doenças cardiovasculares.

Diabetes Mellitus Tipo 2

Com uma alimentação mais saudável, com pouca gordura saturada e açúcar, muitas fibras e proteínas, também é possível prevenir o diabetes, especialmente a tipo 2.

Doença renal

Retarda a progressão do dano renal, além de manter nutrição adequada. Outro benefício reside no fato de que fontes vegetais de proteínas promovem um resíduo alcalino, o que preveniria o dano causado pela acidose.

Substitua por…

Após todas as informações e consultas com médicos, chegou a hora de aplicar de fato as mudanças em sua alimentação, se for realmente o seu desejo. Para isso, é importante ter em mente que esse é um processo que vai de pessoa para pessoa. Pense que, a substituição por alimentos parecidos ou equivalentes aos consumidos anteriormente é uma opção utilizada por muitos veganos.

O mercado de alimentos e bebidas, incluindo os produtos funcionais, busca se adaptar a esse público e suas necessidades. Segundo dados da empresa de pesquisa Mintel, o setor de produtos veganos cresceu 677% no período de 2014 a 2018, colocando o Brasil em sexto lugar no ranking de países que mais ofertam produtos desse setor.

Hoje, grandes marcas já produzem linhas voltadas para esse público. Existem ainda os “açougues” veganos, que trabalham com “carnes” feitas à base de cogumelos, ervilhas, grão-de-bico e até jaca. Nesse locais são produzidos churrascos, linguiças, coxinhas, sem o uso de proteína animal.

Atletas e veganismo

Exercícios físicos são importantes e isso é de conhecimento geral. Sendo uma pessoa que gosta de atividade física, e é consumidora de suplementos e afins, a dúvida de como utilizar esses produtos pode surgir. Contudo, saiba que há produtos específicos para atletas veganos que auxiliam na reposição energética e de proteínas. Há muitas empresas que trabalham nesse segmento e que buscam atender clientes com dietas diferenciadas.

De acordo com uma pesquisa feita pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a maioria dos suplementos que existem para o público vegano ou vegetariano também é voltado ao aporte proteico, apesar de haver certas opções de produtos que agregam, também, outros nutrientes.

A pesquisa da UFRGS também aponta 15 tipos de suplementos em pó voltados para esse público. Entre eles, estão: proteínas isoladas de arroz, ervilha, soja, batata, quinoa e vitaminas enriquecidas com B12.

A Pronutrition está atenta a estas tendências e por isso auxilia empresas a desenvolverem e produzirem seus produtos. Em sua linha de produtos prontos para consumo há, por exemplo, aqueles feitos apenas com ingredientes naturais desidratados oriundos de plantas, flores e frutos, como o Thermo Lift, gelatinas veganas produzidas com agar agar e cafés que possuem o dobro da quantidade de cálcio em comparação ao leite, e também, totalmente veganos.É a maneira Pro de estar presente em todas as dietas e ajudando na nutrição de todos.

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